(Luzitânia Silva)
Em meio a gritos, xingamentos, estresses,
acusações, polêmicas, desejos de mudança, atentado, dancinhas, miscelânea de
candidatos (treze, no total), incertezas, manifestações, gritos e pontapés,
está chegando o dia da eleição de presidenciáveis da República Federativa do
Brasil. Não só de presidenciáveis, diga-se de passagem, mas também de deputados
nos níveis estaduais e federais, senadores e governadores.
Não sou cientista política, estudiosa da
área, mas como cidadã que, obrigatoriamente (e curiosamente), nesta democracia,
deve votar, imagino esta eleição como marcante para história do nosso país, e
salvo engano, com dois lados antagônicos fortemente evidenciados: o de Luís
Inácio Lula da Silva e o de Jair
Messias Bolsonaro. Perdoem-me os demais candidatos e seus respectivos fiéis eleitores,
mas nesta, por enquanto, os dois têm se sobressaído.
O primeiro, diga-se de passagem, um então presidiário,
ex-presidente da República que, após toda a instabilidade da candidatura, foi
compelido a ceder o lugar para o então vice, Fernando Haddad.
O segundo (e polêmico), talvez pelo nome do
meio, tem sido visto, por alguns, como um ser miraculoso, capaz de salvar a
pátria, apesar do seu estilo, no mínimo, peculiar. Ambos endeusados, amados e igualmente
odiados.
Nesta seara de candidatos, em meio à ideia
pífia de mortadelas e coxinhas, esquerdopatas
e bolsominions, medo, discursos raivosos
e rejeições, tenho observado uma cegueira coletiva e muita gente estupefata. Grandes
amizades, como sempre, em virtude da política partidária, vêm sendo destruídas
e a propagação de ódio toma conta das redes sociais e do cotidiano das pessoas.
Simplesmente parece que perdemos a compostura, a razão, a sensatez, o poder de
ver o que está defronte aos nossos olhos. E o pior, por candidatos, no mínimo, controvertíveis.
Com a ausência de um presidenciável e um vice,
a meu ver, bons o suficiente para trazer melhorias a toda população brasileira,
especialmente a menos favorecida, fico ansiando para que haja a escolha menos
problemática possível e nós, devidamente desarmados de preconceitos, de
coadjuvantes, passemos a ser, de fato, os protagonistas desta nossa história que
está longe de terminar.
“O que me preocupa não é o grito dos maus,
mas o silêncio dos bons”. (Martin Luther King)