terça-feira, 13 de março de 2018

APRENDIZ

Em meus devaneios (ora profundos, ora superficiais), pego-me a contemplar as magníficas coisas que a vida nos oferece e tem a nos abonar. Reflito acerca do que corrói o peito e que, mesmo às vezes parecendo desnecessário, é de suma importância para o nosso crescimento, principalmente em termos emocionais.
Refletindo sobre a vida, visualizei algumas nuances, um emaranhado de ideias veio à mente, uma miscelânea de sentimentos explodia em mim. Ninguém ouviu. Ninguém sentiu. Era uma mixórdia mental e pessoa alguma poderia me ajudar. Certamente ninguém se disporia a isso.
Perdi-me, de certo modo, em meus anseios, meus medos, meus prognósticos. Minha mente túrbida enlouquecia aos poucos (ou muitos), tanto que meus olhos tristes suplicavam uma maneira de desabafar. Eles não podiam lacrimar, no entanto, depois de disfarçarem a dor sentida em minh’alma, não se contiveram. Desaguaram, contudo não fora o suficiente. Um rio habitava em mim e não podia transbordar.
Guardei comigo minhas inquietações, até certo ponto. Quisera vomitar as palavras, até sarar, porém não me expressei o suficiente. Deveria me desnudar ainda mais? Decerto não. Resolvi acreditar. Tentar me reerguer. Apostar.
Talvez eu quebre a cara depois, mas preciso disso: cair e levantar. Ser uma aprendiz aplicada da vida.

(Luzitânia Silva)

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