terça-feira, 13 de março de 2018

HOJE DÓI

Está doendo um pouco. Minto, na verdade está doendo muito e não sei de fato o que fazer, como caminhar, como fugir de tudo isso. Meio que estou me perdendo procurando te achar nesses dias tempestuosos, contudo venho te desmerecendo.
Na verdade tenho me perdido e o culpado não é você, sou eu, mesmo que às vezes eu busque culpar alguém pelos erros meus. Desculpe minha humanidade e falta de jeito.
Hoje dói porque seria nosso dia, nosso encontro de almas, de sorrisos e troca de olhares furtivos e demorados.
Hoje dói porque sentiria o teu cheiro mais próximo e o abraço mais apertado e duradouro depois de tanto tempo. Um abraço de pelo menos vinte e cinco segundos, seguido de palavras doces ditas ao pé do ouvido, leves tremores e torpores.
Hoje dói, todavia não dói, porque ainda existe esperança e ainda há dias vindouros. Embora estes demorem um bocado, não percamos a fé. Não percamos o amor.
Hoje dói, porém que o amanhã nos traga leveza e alegrias desmedidas. Que o futuro me traga você para mais perto de mim, como os ventos que sopram afáveis e como as ondas do mar que molham a areia seca.


(Luzitânia Silva)

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