Perdoem-me, mas não deixarei de ser sentimentalóide. Não que eu não almeje, no entanto ainda sou cafona em demasia para modificar-me por completo.
Perder isso de mim é como sacrificar minha essência, o ar, a vida.
Certamente isso pode soar meio idiota, exagerado ou esdrúxulo, entretanto são características minhas e, por mais que eu venha me moldando, a velha rabugenta "eu" ainda domina a maior parte de mim, mesmo lutando fortemente contra ela.
Sim, já não adolesço como outrora e foram inúmeras as primaveras que passei, mas me recuso a desacreditar no amor e no ser humano. Recuso-me a ser tão velha a ponto de desistir da vida, do romance e da felicidade momentânea.
Recuso-me a me moldar de acordo com os anseios de uma maioria que não sabe o que quer e só faz apontar defeitos. Recuso-me a viver sem risos, micos e besteiras.
Recuso-me a viver entediada sempre e abdico qualquer sentimento cuja intenção seja apenas me deixar infeliz.
Recuso-me a aceitar e recusar tudo indiscriminadamente, e, pra falar a verdade, recuso-me a pedir perdão pelo que sou.
(Luzitânia Silva)
Recuso-me a viver entediada sempre e abdico qualquer sentimento cuja intenção seja apenas me deixar infeliz.
Recuso-me a aceitar e recusar tudo indiscriminadamente, e, pra falar a verdade, recuso-me a pedir perdão pelo que sou.
(Luzitânia Silva)
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