Certo dia, como estava de folga, resolvi puxar conversa, determinada a “mexer na ferida”. Ciente do internamento de sua esposa, questionei acerca do estado da saúde dela e ele, com tristeza no olhar, falou sobre a fragilidade. Disse-me que já sentia sua ida e não compreendia como ele, sendo o esposo, não poderia ficar ao seu lado nesse momento de tremenda dificuldade. Apenas visitá-la em horários pré-estabelecidos é uma tormenta.
Vi que seus olhos avermelharam e suas mãos ficavam ainda mais trêmulas,
mesmo assim, confessou-me não entender porque um vai e o outro fica.
Falou-me de sua vida de casados, seus sessenta e quatro anos de amor e
comprometimento. Deu-me uma lição do que realmente devemos dar
importância na efemeridade de nossas vidas.
Ele sabia que a perdia aos poucos. Sua amada não se encontrava como outrora, seu semblante já não era o mesmo, a voz que sobressaia era de seu olhar suplicante: a certeza do fim.
Ontem, a última vez que o vi, soube do falecimento de sua amada. Apesar de ter me dado a notícia com aparente tranquilidade, consegui enxergar sua angústia e percebi seu esforço em se mostrar forte diante de todos. Ninguém enganou ninguém. Saí ao notar sua real angústia. Não quis desmoronar pela dor sentida por ele e de frente a ele.
Após o ocorrido, fiquei me questionando sobre qual é o sentimento de perder alguém que se ama. Cheguei a uma simples conclusão: só quem passou por isso sabe o que sente. Uma coisa é certa: precisamos AMAR, CUIDAR mais do outro. A vida é tão fugaz...
(Luzitânia Silva)
Ele sabia que a perdia aos poucos. Sua amada não se encontrava como outrora, seu semblante já não era o mesmo, a voz que sobressaia era de seu olhar suplicante: a certeza do fim.
Ontem, a última vez que o vi, soube do falecimento de sua amada. Apesar de ter me dado a notícia com aparente tranquilidade, consegui enxergar sua angústia e percebi seu esforço em se mostrar forte diante de todos. Ninguém enganou ninguém. Saí ao notar sua real angústia. Não quis desmoronar pela dor sentida por ele e de frente a ele.
Após o ocorrido, fiquei me questionando sobre qual é o sentimento de perder alguém que se ama. Cheguei a uma simples conclusão: só quem passou por isso sabe o que sente. Uma coisa é certa: precisamos AMAR, CUIDAR mais do outro. A vida é tão fugaz...
(Luzitânia Silva)
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